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O Basement agora faz parte do ecossistema Vórtx

É com orgulho que anunciamos que o Basement agora faz parte da Vórtx. Em comum, compartilhamos a missão de descomplicar o mercado de capitais e democratizar o acesso ao equity.

Em 2014, Daniel, Camila e eu nos juntamos com a missão de permitir que qualquer pessoa, pela internet, pudesse comprar participação em startups por uma fração do valor então disponível a exclusivos clubes de anjos e VCs. Na época, o Basement ainda não existia, mas ao fazermos a primeira operação de equity crowdfunding do país (um “mini-IPO digital”), em maio daquele ano, começamos a sentir na pele o desafio de controlar participações acionárias de centenas de investidores em planilhas de excel.

Quando surgiu, em 2017, a primeira edição na norma da Comissão de Valores Mobiliários de ofertas públicas para pequenas empresas (CVM 588), já tínhamos ajudado uma dezena delas a levantar capital com milhares de investidores. Percebemos o quão precários eram os registros societários dessas empresas e o quão imprescindível seria ter controle e segurança do capital atrelado àquela crescente classe de ativo denominada venture capital. Assim nascia o Basement.

Novo negócio, velhos desafios

Em 2018, Daniel e eu passamos a dedicar 100% do nosso tempo à construção de  tecnologia e processos para controlar cap tables: a lista de pessoas e fundos com participação acionária em uma empresa. Enfrentávamos desafios como, por exemplo, clientes atrelados a centenas de investidores com complexos contratos de dívida conversível em ações. Converter todos esses credores em acionistas seria praticamente impossível, considerando a regulação até então vigente, em que o registro perante a Junta Comercial precisava ser feito em Livros físicos, sendo expressamente proibida a utilização de algum sistema eletrônico para controle de ações – tais sistemas só podiam ser utilizados por empresas de capital aberto. 

Por conta disso, em 2019, começamos a defender perante a CVM que empresas de capital fechado pudessem registrar suas ações de forma eletrônica. Era óbvio que em pleno século XXI não fazia o menor sentido controlar bilhões de reais de equity em papel, mas a solução não era trivial: dependia de uma mudança na Lei das S/As, ou de uma mudança regulatória para que novos agentes do mercado pudessem prestar um serviço de escrituração até então restrito a Instituições Financeiras – leia-se aqui os dois maiores bancos do país. 

A via regulatória nos pareceu mais factível. Em 2019, CVM e Bacen tinham criado programas de inovação para facilitar experimentações em seus mercados – os chamados sandbox. Em 2020, aplicamos e fomos escolhidos como uma das quatro empresas integrantes do 1° sandbox da CVM, com um projeto de escrituração para PMEs.

A essa altura, nosso produto era utilizado principalmente por startups em trilha acelerada de crescimento. Além de precisarem manter seus cap tables organizados para receberem novos aportes de capital, estas empresas passaram a oferecer incentivos de longo prazo (ILP), as stock options, para atraírem e reterem seus talentos. 

Os ILP baseados em ações rapidamente se tornaram o nosso grande foco. O que antes era privilégio de altos executivos, se democratizou como benefício essencial para todos os níveis da companhia. Para as novas gerações, faz cada vez menos sentido trabalhar apenas por um salário, sem direito à participação no sucesso dos negócios que ajudaram a criar.

Aos poucos, começamos a crescer nossa base de clientes, oferecendo um software para controle de cap table e  ILPs dessas empresas, mas, na prática, as ações da maioria delas eram registradas em papel, nos famosos livros de capa preta. Foi quando o inesperado aconteceu: em agosto de 2020, uma mudança na Lei das S/As permitiu que 170.000 Sociedades Anônimas do país pudessem contratar sistemas eletrônicos para controlar suas participações acionárias. 

Abriu-se um mercado de +R$1bi em escrituração de companhias fechadas, e nós estávamos na hora certa, no lugar certo (e com a tecnologia pronta). 

Entra em cena a Vórtx

O momento era bom e decidimos preparar uma nova rodada de capital para investir na empresa e não perder a oportunidade. Entretanto, enquanto fazíamos os primeiros contatos em busca de capital minoritário com VCs, fomos abordados por compradores estratégicos, interessados em adquirir posição majoritária no Basement. A Vórtx era um desses pretendentes. 

Grande parte dos fundadores de startups sonham em montar uma empresa única, de alto crescimento e valorizada pelo mercado. Nosso caso não foi diferente. Daniel e eu brincávamos que seríamos um unicórnio tupiniquim e sonhávamos um dia abrir capital. Com a Vórtx, entretanto, havia um caminho alternativo: poderíamos acelerar nosso crescimento pegando carona em uma startup também dedicada à infra-estrutura do mercado financeiro, com ativos muito complementares aos do Basement. 

Quando sentamos para falar com os fundadores, Alexandre e Juliano, eles também tinham sido recém selecionados no Sandbox da CVM com um projeto em blockchain para mercado primário e secundário de ativos regulados tokenizados. Depois de 6 anos construindo uma plataforma tecnológica para a indústria de fundos, com mais de meio trilhão de reais em administração, agora estavam perto de iniciar um braço em web3 para mercado secundário.

Do nosso lado, tínhamos uma crescente e qualificada clientela que nos confiava o controle de suas participações acionárias. Trabalhávamos para digitalizar e democratizar o cap table dessas companhias com a aspiração de um dia conseguirmos destravar liquidez para nossos clientes de capital fechado. Nesse sentido, o ecossistema da Vórtx se revelava um poderoso complemento à nossa plataforma.

Aos poucos, o gosto amargo de perder o controle do negócio deu lugar ao entusiasmo com as oportunidades à frente. Encontramos na Vórtx um parceiro na visão e um exemplo na cultura, com a qual será um privilégio trabalhar lado a lado, pelas próximas décadas. 

O futuro do Basement

Estamos em um momento de inflexão do mercado, com mudanças regulatórias e novas plataformas tecnológicas que irão acelerar o ritmo de transformação do mercado de capitais. Grande parte do mundo hoje roda a partir de instrumentos de dívida, mas nós acreditamos que existe um potencial enorme de destravarmos valor ao permitir que mais pessoas utilizem equity como alavanca de crescimento pessoal e profissional.

Nossa responsabilidade agora aumenta, assim como aumenta o compromisso com nossos clientes, acionistas e com a sociedade.

O Basement seguirá sua trajetória como empresa independente, preservando sua marca e mantendo fundadores e equipe no negócio, com total alinhamento de incentivos no longo prazo. 

Nunca tivemos tantos recursos, financeiros e humanos, para perseguirmos nossa missão de criar um mundo com mais donas e donos. 

Vamos, juntos, fazer do equity uma poderosa alavanca para a redução das desigualdades. 

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