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Due diligence: o que é e como preparar o societário?

O que significa uma due diligence?

O que é necessário para enfrentar uma due diligence societária com segurança e eficiência? A due diligence, ou diligência prévia, é um procedimento técnico que analisa os riscos de uma empresa a partir de documentos e informações internas. 

E, quando se trata da parte societária, tudo começa (e pode terminar) na organização dos livros, contratos e práticas de governança. Por isso, neste artigo, reunimos tudo o que você precisa saber para preparar uma empresa para esse processo com confiança e evitar surpresas que possam comprometer a transação.

O que é uma due diligence societária?

A due diligence societária é a etapa do processo de auditoria na qual se analisam os aspectos legais e estruturais da sociedade. O objetivo é identificar passivos ocultos, inconformidades e riscos jurídicos que possam afetar o valor da empresa ou inviabilizar um negócio. Entre os pontos analisados estão:
  • Regularidade da constituição da empresa e de suas alterações contratuais ou estatutárias;
  • Gestão societária: Estrutura de capital social e titularidade das ações/quotas;
  • Funcionamento e composição de órgãos societários;
  • Existência de acordos de sócios e políticas de governança;
  • Registro e escrituração de atos societários;
  • Contingências decorrentes de disputas societárias anteriores.
A depender da maturidade da empresa, a análise pode incluir também práticas de ESG, estrutura de holdings e planejamento sucessório.

Por que a preparação prévia é fundamental?

A preparação para a due diligence é o que permite antecipar riscos e demonstrar maturidade jurídica e institucional. Empresas que se organizam previamente reduzem o tempo do processo, evitam retrabalho, fortalecem sua imagem e até conseguem melhores condições de negociação. Sem essa preparação, o processo de diligência pode ser marcado por:
  • Solicitações repetidas de documentos;
  • Atrasos no cronograma da operação;
  • Erros que poderiam ser evitadas com ajustes simples;
  • Desconfiança de investidores ou compradores.
Exemplo real: uma empresa com quadro societário desatualizado e ausência de registro formal de transferências de ações pode ter seu valuation impactado, mesmo que o negócio esteja financeiramente saudável.

Como se preparar para uma due diligence societária?

A preparação envolve uma combinação de organização documental, práticas de governança e cultura de compliance. Veja os passos essenciais:

1. Como está a documentação societária da empresa?

Revise e organize todos os documentos que compõem o histórico societário. Isso inclui:
  • Atos constitutivos e alterações registradas (contrato social ou estatuto + atas);
  • Livros societários (Livro de Atas, Livro de Registro de Ações Nominativas, etc.);
  • Registros de aumentos ou reduções de capital;
  • Acordos de sócios ou acionistas vigentes;
  • Instrumentos de reorganizações passadas (fusões, cisões, incorporações);
  • Provas de registro e autenticação na Junta Comercial.
Dica: a digitalização desses documentos em plataformas seguras facilita muito a consulta e envio para o data room da diligência.

2. Os livros societários estão atualizados?

Esse é um dos principais pontos de atenção. Livros com lacunas, assinaturas faltantes ou registros feitos fora do prazo legal podem gerar questionamentos e até a necessidade de retificação de atos. Confira:
  • Se as atas de assembleia ou reuniões de sócios estão transcritas e assinadas corretamente;
  • Se houve registro de todas as transferências de ações/quotas;
  • Se há evidência de autenticação dos livros obrigatórios.
Solução prática: utilizar um livro societário digital permite que todas essas atualizações sejam feitas com validade jurídica e rastreabilidade. Temos um conteúdo exclusivo no youtube sobre o tema. Descubra mais sobre os livros digitais inteligentes. YouTube video player

3. A governança está alinhada com a estrutura da empresa?

Se a sociedade possui conselho de administração, comitês ou práticas de governança definidas em acordos ou estatutos, isso deve estar formalizado e operando na prática. Investidores e compradores analisam:
  • Composição e independência dos conselheiros;
  • Frequência de reuniões e registros em ata;
  • Existência de políticas internas (como política de remuneração ou de partes relacionadas).
Se não houver governança formal, é importante explicar por que e como as decisões estratégicas são tomadas e registradas.

4. Como lidar com inconsistências ou passivos identificados?

Ao revisar os documentos, é comum encontrar falhas históricas, especialmente em empresas que passaram por crescimento acelerado ou mudanças societárias frequentes. Nesses casos, recomenda-se:
  • Elaborar um plano de regularização, com apoio jurídico, para corrigir os principais pontos;
  • Informar de forma transparente o que foi encontrado e as ações tomadas;
  • Evitar apagar ou manipular registros: a correção deve ser documentada e transparente.

Quais ferramentas podem ajudar no processo?

A preparação para uma due diligence se torna mais eficiente quando apoiada por ferramentas que organizam e centralizam informações. O que utilizar:
  • Plataformas de governança societária, como o Basement, para manter os livros societários sempre atualizados e acessíveis;
  • Checklists de due diligence, com todos os documentos e etapas a revisar;
  • Sistemas de gestão de contratos e cap table, especialmente para startups e empresas com investidores externos.

Qual é o papel da cultura de governança na due diligence?

A cultura organizacional é cada vez mais relevante para o sucesso de uma diligência. Empresas que documentam decisões, seguem regras internas e promovem transparência inspiram mais confiança. Essa cultura se traduz em práticas como:
  • Formalização das decisões societárias, mesmo quando não obrigatórias;
  • Definição clara de responsabilidades e alçadas;
  • Comunicação frequente com os sócios ou acionistas.

FAQ: Dúvidas Frequentes sobre Due Diligence Societária

  1. O que acontece se a empresa não estiver preparada para a due diligence societária? A ausência de documentos, inconsistências nos registros ou a falta de governança formal podem gerar red flags, atrasar o processo de negociação, reduzir o valuation da empresa ou, em casos extremos, inviabilizar a operação.
  2. Empresas LTDA também passam por due diligence societária? Sim. Apesar das S.A. terem mais obrigações formais, sociedades limitadas também são auditadas em processos de venda, fusão ou investimento. A preparação é igualmente importante para garantir segurança jurídica.
  3. Livros societários físicos ainda são aceitos? Depende, segundo a IN DREI nº 82/2021, apenas livros já abertos no formato podem continuar sendo averbados. Já a abertura de novos livros societários tornou-se obrigatória no formato digital. 
  4. O quadro societário (cap table) da empresa faz parte da due diligence societária? Sim. O cap table, ou quadro societário, deve refletir a realidade societária e estar alinhado com os registros formais (contrato social, livro de ações, acordos de sócios, etc.). Divergências entre o cap table “de gaveta” e o oficial são um problema comum.
  5. Como corrigir erros encontrados nos documentos durante a preparação? É possível retificar documentos, registrar atos omissos ou elaborar declarações explicativas, desde que com orientação jurídica. A transparência sobre o histórico é mais valorizada do que a ocultação de falhas.

Para uma due diligence tranquila, preparação é estratégia

A due diligence societária não precisa ser um processo doloroso ou temido. Quando bem preparada, a empresa demonstra solidez, transparência e profissionalismo, qualidades que aumentam seu valor e credibilidade no mercado. Quer centralizar a governança da sua empresa em uma única plataforma? Nós podemos te ajudar! Fale conosco e começe agora mesmo.
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